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8 dicas essenciais para o seu planejamento de aposentadoria

8 dicas essenciais para o seu planejamento de aposentadoria

O planejamento previdenciário consiste em entender como funcionará a sua aposentadoria e definir objetivos de longo prazo para ter uma renda confortável.

Para isso, um profissional especializado no assunto fará uma análise técnica de documentos para entender quais são as possibilidades 

O planejamento previdenciário permite você antecipar a sua aposentadoria e obter o melhor benefício para a sua situação. Continue a leitura e entenda.

Devo fazer um planejamento previdenciário?

A cultura brasileira muitas vezes posterga a compreensão da previdência, deixando os beneficiários despreparados para compreender o seu funcionamento e calcular a aposentadoria devida. 

No entanto, você deve encarar o planejamento previdenciário como um investimento no futuro, exigindo uma abordagem abrangente para evitar lacunas.

Além disso, o tempo de contribuição considera algumas atividades, mesmo que o INSS não tenha registrado da forma devida inicialmente.

Abordaremos essa consideração nos tópicos a seguir. Portanto, se você é um contribuinte da Previdência Social, é aconselhável iniciar seu planejamento previdenciário antes de solicitar a aposentadoria.

Esse momento é aguardado com ansiedade pelos trabalhadores e merece ser planejado cuidadosamente, levando em conta possíveis adversidades futuras, com serenidade e atenção. 

8 dicas essenciais para o seu planejamento de aposentadoria

Entenda agora como fazer o planejamento da sua aposentadoria e ter uma perspectiva de futuro muito mais tranquila e financeiramente segura. 

1. Comparar o CNIS com seus documentos no planejamento de aposentadoria

Para iniciar um planejamento, é essencial que você tenha o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais), é possível solicitar o documento por meio do site e aplicativo Meu INSS.

Lá você encontrará as informações que o INSS possui para calcular a sua aposentadoria, como:

  • vínculo empregatício;
  • períodos que trabalhou em cada empresa;
  • salários de contribuição;
  • indicadores.

É importante comparar as informações do CNIS com as do CTPS, holerites, carnês de recolhimento, alterações salariais e até mesmo os processos trabalhistas que você tenha vencido na justiça.

Se houver algum erro no CNIS, como um vínculo empregatício que está na CTPS e não está no CNIS, ou qualquer outra informação que esteja diferente, você pode solicitar a correção dos dados junto ao INSS.

Você deve verificar também se as empresas em que passou, recolheu todo o período que trabalhou de maneira correta. 

Contudo, caso não tenha recolhido, o INSS computará os salários de contribuição no valor do salário mínimo vigente, isso vai fazer com que o valor do seu benefício diminua. 

Caso isso ocorra, é importante que você tenha em mãos o extrato analítico do FGTS, Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), holerites ou a própria CTPS com alterações salariais.

O INSS deve corrigir os erros no CNIS, com a apresentação dos documentos que comprovem o erro.

2. Trabalho insalubre pode ser utilizado no planejamento de aposentadoria

Caso você trabalhe em locais insalubres ou perigosos, é possível que você tenha direito à aposentadoria especial.

Os períodos trabalhados até 12/11/2019, também podem ser convertidos em tempo comum e aumentar o período de contribuição.

Portanto, o trabalho em atividades consideradas insalubres e perigosas pode garantir:

  • aumento no tempo de contribuição, trazendo maior valor de aposentadoria e também a antecipação do seu momento de aposentar;
  • a verificação de qual benefício será mais vantajoso das aposentadorias. 

Falamos acima sobre a verificação de qual benefício é mais vantajoso. Porém, nem sempre o mais vantajoso é a melhor opção. 

3. Período como trabalhador rural pode ser utilizado no planejamento previdenciário

Caso você tenha trabalhado no meio rural e não tenha feito contribuição para o INSS, ainda poderá aumentar seu tempo de contribuição.

Isso fará com que você tenha um valor maior de aposentadoria pelo INSS, além de adiantar esse processo, fazendo com que você se aposente antes.

4. Verificar se há contribuição de valores abaixo do mínimo que devam ser complementadas ou agrupadas

Após a Reforma da Previdência, o INSS não vai aceitar os períodos que você contribuiu abaixo do salário mínimo.

Portanto, para utilizar esse período em seu benefício, você deverá fazer a complementação ou agrupamento do valor de contribuição (até chegar ou superar o salário mínimo).

Observação: agrupar a contribuição é juntar os valores de dois ou mais meses de contribuição abaixo do salário mínimo.

5. Verificar no planejamento de aposentadoria se há períodos sem contribuição

É importante verificar se há alguma lacuna no período de contribuição que atrapalhe no valor final da aposentadoria.

Caso verifique-se algum período sem contribuição obrigatória, é importante garantir o pagamento caso você tenha exercido atividade com contribuição obrigatória.

6. Verificar períodos de afastamento

Com o tempo de alistamento militar, você pode aumentar a sua renda mensal de aposentadoria. 

Isso porque, em alguns casos, o período de serviço militar pode ser incluído no cálculo do período de contribuição para a Previdência Social.

7. Analisar no planejamento previdenciário se há períodos que necessitem de averbação

O período trabalhado em outro regime, permitirá que você antecipe o seu benefício, mediante a apresentação de Certidão de Tempo de Contribuição (CTC).

Além disso, será permitido apenas com a certidão do tempo de contribuição, e não poderá ser utilizado novamente o período no regime próprio.

8. Verificar no planejamento previdenciário se há tempo de serviço em escola técnica

Caso você tenha tempo como aluno-aprendiz, você pode utilizar esse período para uma aposentadoria no INSS, mas não deve esquecer a Certidão de Tempo de Aluno-aprendiz.

O que deve constar na certidão?

Deve conter a discriminação do tempo em dias, meses e anos da frequência escolar, e a informação pela Escola acerca da existência de alguma forma de remuneração.

A remuneração pode ser indireta?

Sim, como recebimento de alimentação, fardamento, material escolar e parcela de renda auferida com a execução de encomenda para terceiros. 

Preciso de um advogado para planejar a aposentadoria?

O planejamento de aposentadoria demanda a avaliação de muitos documentos que apenas um advogado especializado em direito previdenciário poderá te ajudar.

Ou seja, ao decidir planejar a sua aposentadoria você precisará de ajuda profissional para garantir que tudo esteja sendo levado em consideração. 

Além disso, ele pode te orientar conforme os documentos necessários e sobre a busca de determinados caminhos para melhorar ainda mais a sua aposentadoria. 

Conclusão

Fazer um planejamento previdenciário não é uma tarefa simples. Exige-se muita atenção e conhecimento da legislação e investimento para que saia conforme os desejos do segurado.

Além disso, é essencial analisar cuidadosamente as especificações para evitar lacunas no cálculo.

Portanto, você não deve solicitar a sua aposentadoria sem antes buscar a ajuda de um especialista para fazer um planejamento previdenciário. Se estiver pensando em planejar sua aposentadoria, solicite a ajuda de um advogado especializado e tenha mais chances de ter um benefício melhor no futuro.

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